A “asfixia” dos oceanos: entenda como a perda de oxigênio afeta organismos marinhos

Saiba mais sobre a perda de oxigênio nos oceanos e como ela impacta os organismos marinhos

Uma coisa nós sabemos: os oceanos estão sendo destruídos sistematicamente pelos seres humanos, seja pela poluição das águas, pesca, caça ou exploração mineral. Como resultado dessas ações, o maior ecossistema do planeta começa a se modificar, sendo um dos impactos mais graves vistos a perda de oxigênio da água. 

Sim, infelizmente os oceanos estão sendo “asfixiados”, como apontam estudos feitos por pesquisadores portugueses, visando identificar de que maneira esse problema afeta os organismos marinhos. 

O impacto da hipóxia oceânica (processo de diminuição da concentração de oxigênio no oceano) é algo relativamente recente para a comunidade científica, mas que já é pauta de discussões importantes acerca dos problemas relatados em regiões onde os níveis de oxigênio são menores. 

Impactos da falta de oxigênio nos oceanos

Segundo pesquisas feitas em Portugal, a hipóxia nos oceanos se mostrou um processo mais grave e mais impactante à biodiversidade que outros dois problemas comuns nas águas marinhas: o aumento da temperatura e a acidificação. 

Nas regiões onde há diminuição de oxigênio, foi possível identificar que diversas espécies foram afetadas, desde o nível de abundância, desenvolvimento, metabolismo até o crescimento e reprodução dos seres vivos.

A “asfixia” dos oceanos: entenda como a perda de oxigênio afeta organismos marinhos

As análises foram feitas através de estudos de espécies de peixes, crustáceos e moluscos em vários estágios de vida, do momento em que são ovos/larvas até se tornarem organismos adultos.

Os efeitos da diminuição de oxigénio sem dúvida serão desastrosos para os habitats e, principalmente, às economias costeiras que dependem dos oceanos, uma vez que a diminuição da biodiversidade impacta diretamente essas comunidades que ficam à beira do mar . 

Como principal impacto, prevê-se uma diminuição de oxigênio até 4% em 2100, tendo já sido registada uma diminuição de 2% entre 1960 e 2010.

Causas da “asfixia” dos oceanos

Acredita-se que a “asfixia” esteja ligada aos mais diversos problemas, como os efeitos dos gases estufas e o consequente aumento de C02 nas águas do mar. 

Outros problemas também são responsáveis pela perda de oxigênio na água, como a eutrofização, que é resultado do enriquecimento excessivo das águas com nutrientes ou matéria orgânica

Estima-se que 900 zonas costeiras e mares semi fechados em todo o mundo sofrem os efeitos da eutrofização. Destas, mais de 700 apresentam problemas de asfixia dos oceanos, sendo que há seis décadas eram apenas 45 zonas.

Agora que conhece mais sobre as causas e impactos da perda de oxigênio nos oceanos, sem dúvida fica claro perceber como essa pauta é importante para o futuro dos oceanos e, claro, do planeta.

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Bloomin
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