Países assinam acordo que prevê uma série de medidas para preservação do meio ambiente até 2025

Em dezembro deste ano, 2020, líderes de 14 países com área costeira firmaram um importante acordo que prevê a implementação de uma série de medidas que visam reduzir a poluição dos oceanos, principalmente no que se refere ao plástico e à pesca predatória.  

Os líderes de cada país uniram-se para diminuir, até 2025, a poluição por plástico nos oceanos, bem como acabar com os subsídios que incentivam a pesca predatória. O objetivo é restaurar as populações de peixes em declínio nos mares, de modo a preservar a biodiversidade marinha.

O acordo entre os 14 países (Austrália, Canadá, Chile, Fiji, Gana, Indonésia, Jamaica, Japão, Quênia, México, Namíbia, Noruega, Palau e Portugal) representa a maior iniciativa de sustentabilidade oceânica já feita em todo o mundo, principalmente em um período em que medidas sustentáveis são cada vez mais importantes para evitar o colapso dos oceanos e mares. 

Entre as principais mudanças, destacam-se a eliminação dos subsídios que contribuem para a pesca predatória, a diminuição da pesca ilegal e da pesca fantasma, o aumento da fiscalização e da gestão sobre as atividades pesqueiras, e a implementação de planos nacionais de pesca pautados em pareceres científicos.

É sempre importante ressaltar ainda que as medidas acordadas atendem uma demanda vital para ONG’s e ativistas de todo o planeta, que há décadas buscam por mudanças no modus operandi adotado por inúmeros países, cujos impactos acabam sendo extremamente nocivos à manutenção do maior ecossistema do mundo: os oceanos. 

Acordo entre países garante o primeiro passo para criação de uma economia oceânica sustentável
Acordo é fundamental para preservar os oceanos em todo o mundo

A importância da criação de uma economia oceânica sustentável

Os oceanos são tidos como o principal ecossistema, já que possuem a maior biodiversidade de espécies do mundo, influenciam o clima e suas condições meteorológicas, estabilizam a temperatura, moldam a química terrestre, geram oxigênio e absorvem parte do CO2 despejado na atmosfera. 

Por conta desse importante papel, a preservação dos oceanos é sempre uma pauta fundamental para preservar a vida no planeta como um todo, não apenas a marinha. 

Tendo tudo isso em mente, torna-se mais fácil compreender a importância do primeiro acordo para criação de uma economia oceânica sustentável, uma vez que medidas como essa podem fazer toda a diferença para a preservação dos oceanos. 

Impactos do lixo nos oceanos

Como mencionamos, o acordo entre os países prevê também medidas que visam diminuir o lixo nos oceanos. 

Os resíduos nos oceanos, sobretudo o plástico, causam impactos avassaladores, como a mutilação e morte de animais, bem como a destruição de habitats, como recifes de corais. 

Inclusive, esse tipo de material é conhecido por ser um grande vilão dos oceanos, principalmente por dois fatores principais: seu tempo de decomposição e a quantidade em que é despejado nos oceanos. 

O plástico permanece por muito tempo no meio ambiente até ser decomposto – cerca de 450 anos -, fazendo com que esse material acumule em quantidades assustadoras, aumentando os impactos em toda a biodiversidade marinha. 

Tendo em vista esses impactos, a criação de um acordo para a preservação dos oceanos ganha ainda mais destaque e importância no cenário mundial. 

Para ler mais conteúdo como este, acompanhe o blog da Máfia do Mergulho! Até a próxima! 

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Bloomin
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