O branqueamento de corais é um fenômeno que tem causado preocupação entre cientistas. Afinal, ele tem ligação direta com o aquecimento global, um outro evento que gera uma série de complicações. E juntos, estes dois males estão sendo responsáveis por matar diversos recifes ao redor do mundo.

Em algumas áreas costeiras, tais como a região litorânea de São Paulo, o problema já se mostra muito sério. Com isso, cada vez mais recifes e espécies que neles vivem estão com suas vidas ameaçadas. No post de hoje, iremos entender mais sobre o branqueamento de corais e como ele acontece.

O que é o branqueamento de corais?

O branqueamento de corais é um processo que faz com que esses organismos percam sua cor. Para que isso aconteça, é preciso que a água esteja em temperaturas muito elevadas. E isso está diretamente ligado ao do aquecimento global, fazendo com que a água chegue até 33º C.

O que acontece é que, quando a temperatura da água fica muito alta, os corais perdem as suas zooxantelas. Estas são as microalgas que dão cor aos seus tecidos, além de serem sua principal fonte de energia. No entanto, quando em locais muito quentes, elas se tornam nocivas e precisam ser expelidas.

Os corais são responsáveis por criar uma grande variedade de habitats para vários animais. E entre eles uma enorme quantidade de peixes. Estima-se que cerca de 25% da biodiversidade marinha dependa dessas estruturas. Assim, não somente os corais, mas toda uma entidade de vidas marinhas correm perigo.

Branqueamento de corais: o que é e como acontece

Como esse fenômeno está acontecendo no Brasil

No Brasil, o branqueamento de corais tem se intensificado a cada ano. Em 2019, por exemplo, foi registrado o mais intenso evento no Atlântico Sul. Ele foi diagnosticado em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, por pesquisadores do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP).

Outro local que vem sendo monitorado por eles é o Arquipélago de Alcatrazes, que está há 35 km de São Sebastião. Isso porque a região abriga uma quantidade considerável de Mussismilia hispida, conhecida como coral-cérebro. Ela é uma espécie restrita ao Brasil e uma das mais resistentes que temos.

No entanto, isso não é o suficiente para que ela sobreviva. De acordo com o coordenador do estudo, Miguel Mies, 80% já passou pelo branqueamento de corais. Enquanto isso, outros 2% já morreram. E, para o ano que vem, estima-se que esse número possa ser ainda maior caso elas não consigam se recuperar. Fora estes eventos, muitos outros estão ocorrendo pelo país.

O desaparecimento dos recifes, decorrente do branqueamento de corais, traz inúmeros prejuízos. Como vimos anteriormente, isso significa a perda de habitats, de espécies e são extremamente importantes para a atividade econômica. No entanto, precisam de uma atenção maior e de cuidado para que seja preservada a biodiversidade.

Gostou de tudo o que leu até aqui? Então não deixe de nos contar o que achou em nossos comentários! Para continuar recebendo dicas e novidades sobre a preservação do meio ambiente, acompanhe as nossas postagens aqui no blog.

What's your reaction?
0Cool0Bad0Lol0Sad

Leave a comment

Bloomin
Bloomin