Derretimento das calotas polares não afetaria tanto as correntes oceânicas

Pesquisa prevê que o derretimento das calotas polares não deve afetar tanto quanto imaginávamos as correntes marítimas

Um estudo liderado pela University of Wisconsin–Madison acredita que o derretimento das calotas polares não afetará as correntes oceânicas de forma problemática. 

Simulações climáticas passadas previam grandes impactos nas correntes oceânicas, à medida que o gelo se derrete nas calotas polares. Contudo, esse novo estudo alega que a maioria das simulações é excessivamente sensível ao derretimento do Ártico e que os efeitos disso não seriam catastróficos.

Entenda mais a pesquisa

Diversas simulações climáticas apontam que a Circulação Meridional Invertida do Atlântico (AMOC, na sigla em inglês), um importante sistema de correntes oceânicas, estaria sob ameaça de um colapso. 

Derretimento das calotas polares não afetaria tanto as correntes oceânicas

A AMOC funciona como uma grande esteira que transporta a água quente dos trópicos para o Atlântico Norte.

Conforme a temperatura global aumenta e derrete o gelo do Ártico, mais água doce e fria é lançada ao oceano, o que poderia afetar e, até mesmo, paralisar essa importante corrente. 

No entanto, o novo estudo revisa a compreensão sobre a relação da AMOC com a água doce que vem do polo norte.

O cientista climático Feng He, principal autor do estudo, explicou que a simulação reproduziu o aquecimento abrupto observado nos registros paleoclimáticos. Contudo, nossa precisão não continuou além desse período de mudança abrupta.

Modelos foram refeitos

Os pesquisadores observaram que, enquanto a temperatura caía após o aquecimento, antes de subir e atingir novos patamares nos últimos 10 mil anos, o modelo climático do estudo não acompanhou essa tendência. 

Ou seja, o aquecimento simulado no polo norte não correspondeu aos registros em núcleos de gelo.

A simulação usou o calor registrado nos últimos 10 mil anos sem considerar o derretimento do Ártico como o principal gatilho do colapso da AMOC. Até o momento, os cientistas climáticos acreditavam que o fluxo de água doce afeta a densidade do Atlântico Norte e paralisa a corrente oceânica.

Tenha em mente ainda que, apesar de os registros apontarem a abundância de água doce despejada no oceano, a AMOC mudou muito pouco e a equipe tirou esse fluxo da dinâmica. 

Em suma, de acordo com Feng He, a AMOC parece ser menos sensível ao aumento de água doce do que se pensava há tempos atrás.

O que é o derretimento das calotas polares?

O derretimento das calotas polares consiste em um fenômeno em que volumes colossais de água congelada presentes nas regiões polares começam a derreter, sendo um processo que aumentou nas últimas décadas, sobretudo por conta do aquecimento global, um dos mais graves problemas ambientais. 

Provocado principalmente pela emissão de gases do efeito estufa na atmosfera, como o dióxido de carbono, as calotas polares derretem e ameaçam causar uma série de problemas, especialmente o aumento no nível do mar. 

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Bloomin
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