Quando falamos de medidas que protegem o meio ambiente e, consequentemente, nosso planeta, sem dúvida a redução drástica no consumo de descartáveis está entre as mais importantes. 

De acordo com algumas pesquisas, estima-se que o Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico de todo o planeta. Estados Unidos, China e Índia vêm logo atrás. 

Em média, o brasileiro produz 1 kg de lixo plástico por semana. Não à toa estamos entre os maiores produtores de lixo, já que essa é uma das maiores médias do mundo. 

Além de produzir lixo de forma exponencial, o Brasil, claro, sofre com poucas medidas de preservação do meio ambiente. Para se ter uma ideia, de todo o lixo gerado apenas 1,2% é devidamente reciclado

Por que os descartáveis estão entre os maiores vilões do meio ambiente

Os descartáveis são tidos como inimigos do meio ambiente, uma vez que seu uso é rápido, à medida que sua decomposição na natureza demora décadas e séculos

Descartáveis: o mal do século

Isto é, se existe uma relação custo-benefício, os descartáveis estão entre piores e os que mais causam danos a curto, médio e longo prazo ao meio ambiente. 

Para entendermos mais os impactos dos descartáveis na natureza, é preciso saber que mais de 40% do plástico produzido ao longo de 150 anos foi usado uma única vez antes do descarte. Portanto, se utilizássemos opções não descartáveis, pouparíamos toneladas de descartáveis no ecossistema. 

Claro, o reflexo do consumo elevado afeta diretamente o meio ambiente, como os oceanos, por exemplo. Estima-se que 8 a 13 milhões de toneladas de plástico chegam todos os anos nas águas oceânicas

O plástico encontrado no oceano afeta diretamente diversas camadas relacionados à natureza, como comunidades locais que vivem da pesca. Além disso, os descartáveis depositados no oceano afetam também a qualidade do ar, contaminam a atmosfera e contribuem para o aquecimento global. 

De acordo com pesquisadores da Universidade do Havaí,  o polietileno, um dos plásticos descartáveis mais usados no mundo, é capaz de emitir gases que causam o efeito estufa, como o etileno e o metano, ao se decomporem sob o sol.

Prova de que estamos cada vez mais causando danos irreversíveis ao planeta é a Grande Porção de Lixo encontrada nos oceanos. 

O que é a Grande Porção de Lixo?

Conhecida também como ilhas de lixo flutuantes, a Grande Porção de Lixo fica concentrada em cinco regiões distintas em nossos oceanos: Pacífico Norte e Sul, Atlântico Norte e Sul; e Oceano Índico. 

Essas ilhas de lixo são composta por descartáveis, garrafas, canudos; material de pesca, como redes, linhas de náilon, armadilhas; lixo comum, como sapatos, brinquedos e afins. 

Apesar de não ter uma forma definida, a Grande Porção de Lixo chega a tamanhos exorbitantes, com uma superfície equivalente a França, Espanha e Alemanha juntas.

Essas ilhas acabam com o ecossistema local, matando animais e toda a vida marinha presente na região. A única forma de acabar com essas ilhas- ou pelo menos retardar os impactos que elas causam na natureza –  é diminuindo a produção de lixo, como descartáveis, bem como investir em métodos de reciclagem.

Descartáveis: o mal do século
Ilhas de lixo que se formam nos oceanos

Descartáveis: evite sempre que possível esse grande mal do século

Agora, fica mais fácil entender porque os descartáveis são o mal do século. Diminuir sua  produção e a reciclagem são dois pilares fundamentais para preservar não apenas a vida na natureza, como também nosso planeta, nós mesmos!

Para ler mais artigos como este, fique atento ao blog da Máfia do Mergulho. Até a próxima!

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Bloomin
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