Mudanças climáticas podem causar extinção em massa nos oceanos

O oceano é um ecossistema cheio de biodiversidade, o maior do planeta, inclusive. Contudo, ao que tudo indica, essa é uma realidade que não permanecerá para sempre, uma vez que, até o ano 2300, a vida nos oceanos enfrentará uma morte em massa, similar às grandes extinções ocorridas milhões de anos atrás. 

Esse cenário catastrófico está ligado diretamente às emissões de gases de efeito estufa que emitimos. De acordo com estudo publicado na revista Science, se nada for feito, infelizmente o destino das espécies marinhas é, de fato, a extinção em massa. 

Entenda mais o estudo

Segundo os autores do artigo, Justin Penn e Curtis Deutsch, ambos ligados à Universidade de Washington e à Universidade de Princeton, EUA, limitar o aquecimento planetário a 2 °C acima dos níveis pré-industriais pode ser uma solução importante para evitar essa catástrofe ambiental. 

O estudo para avaliar o risco de extinção das espécies oceânicas em distintos cenários de aquecimento climático foi feito a partir de um extenso modelo ecofisiológico, que pesa os limites físicos das espécies segundo as previsões de temperaturas e o esgotamento dos níveis de oxigênio.

A conclusão do estudo é que, se o aquecimento global permanecer no ritmo atual, os ecossistemas marinhos de todo o planeta poderão experimentar uma extinção em massa comparável à extinção do final do Permiano, conhecida como a “Grande Morte” – esse evento é a extinção em massa de maiores proporções da história, resultando no desaparecimento de 95% das espécies marinhas e 70% das espécies terrestres. Dados estimam que 57% das famílias e 85% dos gêneros foram ceifados..

Mudanças climáticas podem causar extinção em massa nos oceanos

Ainda de acordo com os estudos, os oceanos tropicais perderiam a maioria das espécies. As sobreviventes teriam que migrar dessas áreas para latitudes mais altas para tentar viver. 

Contudo, as espécies polares não teriam qualquer chance e desapareceriam em massa, já que seus habitats deixariam completamente de existir.

Como solução para essa eventual catástrofe, limitar o aquecimento a 2 °C (meta estabelecida pelo Acordo de Paris) surge como uma forma de frear esse prognóstico. 

Apesar do cenário ruim, nem tudo está perdido. Isso porque, para os cientistas Malin Pinsky e Alexa Fredston, as extinções marinhas não progrediram tanto quanto as em terra. Com isso, há muito tempo hábil para virar a maré em favor da vida marinha. 

Impactos das emissões de gases de efeito estufa nos oceanos

Tenha em mente que os oceanos absorvem um terço das emissões de dióxido de carbono da humanidade e 90% do excesso de calor gerado pelo aumento das emissões de gases de efeito estufa; são o maior escoador de carbono do planeta. 

Com isso, o que vemos são os oceanos cada vez mais ácidos, quentes e com mais zonas mortas (locais sem qualquer tipo de vida), presenciamos o aumento do nível do mar e derretimento de geleiras, que, por sua vez, diminuem a salinidade da água. 

Essa bola de neve de problemas causa impactos significativos na vida marinha que, a longo prazo, pode culminar na já citada extinção em massa dos oceanos. 

Gostou de conhecer mais sobre como as mudanças climáticas podem causar a extinção em massa nos oceanos? Acompanhe o blog da Máfia do Mergulho para ler mais conteúdo como este. Até a próxima! 

What's your reaction?
0Cool0Bad0Lol0Sad

Leave a comment

Bloomin
Bloomin