Saiba se o oceano tem capacidade de fornecer cada vez mais alimentos para uma crescente população mundial

Uma coisa todos nós sabemos: o mundo está em constante crescimento. Como resultado, vemos que as populações de seres humanos estão sempre aumentando, sobretudo porque a expectativa de vida aumenta à medida que avançamos em diferentes áreas, especialmente na medicina e ciência. Contudo, é vital respondermos a uma pergunta em especial: o oceano consegue alimentar um mundo em crescimento? 

A quantidade total de habitantes no planeta aumenta de maneira sistemática, o que naturalmente demanda mais recursos naturais, especialmente dos oceanos. 

Porém, nós seres humanos já exploramos suficientemente os oceanos, ao ponto de que se aumentarmos a quantidade de recursos que retiramos dos oceanos, podemos correr o risco de acabar com a vida no maior ecossistema do mundo. 

Pensando nisso, ao longo deste artigo abordaremos questões importantes envolvendo a capacidade do oceano de oferecer recursos e as consequências desse constante crescimento na população mundial e na demanda por peixes. 

Entendendo melhor o oceano e sua capacidade de prover alimento para o planeta 

Começaremos este assunto dizendo que, se a atual tendência de aumento da população mundial continuar, especialistas estimam que o mundo precisará dobrar a produção de alimentos em 2050.

Para termos ideia, em 2016, a pesca produziu 171 milhões de toneladas de peixe para consumo. Em 2030, espera-se que esse número chegue aos 201 milhões de toneladas.

Porém, os oceanos estão prontos para suprir essa demanda? 

A resposta é bem simples: NÃO!

Os oceanos, com a demanda atual e o aumento na pesca comercial, não têm condições de sustentar o planeta. Se exigirmos mais dos oceanos, poderemos entrar em processo praticamente irreversível. 

Os problemas não param por aí

Além da quantidade de peixe que retiramos do mar ser capaz de comprometer diversas espécies, um eventual aumento na pesca geraria inúmeros outros problemas, como o lixo nos oceanos e a pesca acessória.

Como a pesca excessiva pode prejudicar o meio ambiente?

Com relação ao lixo nos oceanos, podemos afirmar que o poluente visto em maior quantidade nos oceanos e com mais impactos negativos no ecossistema são os resíduos oriundos da pesca, como redes. 

Boa parte do lixo nos oceanos é composto por restos da pesca comercial, cujos impactos são devastadores. Tais equipamentos nos oceanos são capazes de afogar, matar, mutilar e intoxicar diversos animais, tais como golfinhos, peixes em geral, baleias, tubarões, tartarugas, focas e muito mais. 

Esses resíduos de pesca perduram nos oceanos por longos anos, fazendo com que a biodiversidade seja afetada por grandes períodos, processo este conhecido como “pesca fantasma”. 

Por fim, quando falamos na pesca acessória (pesca acidental), falamos da pesca involuntária, na captura e morte de espécies que não são alvo de pesca, mas acabam morrendo durante o processo. 

Uma pesca de atum, por exemplo, pode matar dezenas de golfinhos no processo, que ficam presos nas redes. A maioria dos animais morre durante a pesca, poucos são devolvidos com vida a tempo –  os que são, ainda correm o risco de morrer, devido aos traumas da pesca. 

Então, tenha em mente que tanto o lixo gerado pela pesca comercial como a pesca acessória são fatores que seriam ainda mais agravados, caso a demanda por peixe dos oceanos aumente. 

Por isso, visando a preservação do maior ecossistema do mundo, é fundamental, na verdade, diminuir a exploração dos oceanos, em vez de aumentá-la, ainda que a demanda nos próximos anos cresça. 

Gostou do artigo? Acompanhe o blog da Máfia do Mergulho e faça a diferença para um oceano mais saudável. 

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Bloomin
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