O que é poluição luminosa e como ela está afetando os oceanos

Saiba mais sobre os impactos da poluição luminosa nos oceanos

O planeta sofre com diversos problemas ambientais, os quais impactam negativamente a biodiversidade de diferentes ecossistemas. Neste artigo, falaremos mais especificamente da poluição luminosa e como ela afeta os oceanos. 

Tenha em mente que os efeitos da poluição luminosa em terra já são conhecidos e reportados em diversas partes do mundo. Ou seja, trata-se de um problema que já está instaurado no meio ambiente. 

Sabe-se, por exemplo, que o excesso de luz está interferindo no comportamento de animais, atrapalhando também as observações astronômicas. 

Antes de falarmos mais sobre os impactos da poluição sonora, vamos entender o que é esse tipo de problema. 

O que é poluição sonora?

O que é poluição luminosa e como ela está afetando os oceanos

A poluição luminosa consiste no excesso de luz artificial emitida por grandes centros urbanos. Suas fontes são diversas e incluem luzes externas, anúncios publicitários e, principalmente, a iluminação pública.

O impacto da poluição luminosa só começou a ser mais conhecido com a pressão de astrônomos amadores dos Estados Unidos na década de 1980. Eles reclamavam que esse tipo de poluição ocasionava a perda de visibilidade quando tentavam observar estrelas. 

Além disso, a poluição luminosa tem outras consequências, afetando a saúde humana e, claro, os ecossistemas – neste artigo, mostraremos os impactos nos oceanos.

Estudo analisou os impactos da poluição sonora

Um estudo publicado na revista “Elementa: Science of the Antropoceno” mapeou a poluição luminosa no oceano, com o intuito de entender como as luzes costeiras – oriundas dos litorais urbanizados e de complexos petrolíferos – podem impactar organismos que vivem no fundo do mar.

Os cientistas da Universidade de Plymouth, no Reino Unido, combinaram um atlas mundial de brilho artificial do céu noturno criado em 2016 com dados obtidos por satélite do oceano e da atmosfera entre 1998 e 2017. 

Como resultado, os pesquisadores focaram suas atenções no comportamento dos copépodes, que consistem em pequenos organismos importantes para a cadeia alimentar. 

Basicamente, identificaram que esses animais utilizam a luz como alerta para mergulhar e se esconder de predadores. Ou seja, onde há poluição luminosa, não há copépodes.

Os cientistas descobriram que, a uma profundidade de um metro, mais ou menos 1,9 milhão de quilômetros quadrados de oceano costeiro ficam expostos à luz noturna. Se descermos a 20 metros de profundidade, 840 quilômetros quadrados ainda estarão sendo impactados pelo brilho artificial. 

Ou seja, uma extensa área é afetada pela poluição sonora, de modo a impactar o equilíbrio ecológico dessas regiões.

Por fim, os pesquisadores identificaram que o Mediterrâneo, o Golfo Pérsico e o Mar da China Meridional são as áreas mais afetadas pela luz costeira artificial.

Este é apenas o primeiro estudo focado na poluição luminosa nos oceanos. A expectativa é que novas pesquisas sejam feitas para entender os impactos do brilho para o ecossistema marinho.

Gostou do artigo sobre o que é poluição luminosa e como ela afeta os oceanos? Então, acompanhe o blog da Máfia do Mergulho para ler mais conteúdo como este. Até a próxima! 

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Bloomin
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