O pedido faz parte de uma campanha que visa conscientizar acerca do impacto da pesca comercial no ecossistema marinho

Por meio de uma carta aberta, mais de 20 organizações fizeram um apelo emblemático, solicitando que consumidores do mundo todo deixem de comer peixe. 

Trata-se de uma iniciativa do Aquatic Life Institute, em campanha que tem como objetivo chamar a atenção para o impacto da pesca comercial/industrial no ecossistema e biodiversidade marinha.

Segundo a entidade, os animais aquáticos são essenciais para manter nossos ecossistemas marinhos saudáveis e estão sob enorme ameaça das atividades humanas, como a piscicultura intensiva e a pesca em escala industrial.

Ainda de acordo com a Aquatic Life Institute, a situação da pesca é tão grave que 93,8% das espécies-alvo da pesca no mundo todo já são capturadas em volume insustentável. Ou seja, retiramos dos oceanos mais do que a natureza pode repor naturalmente. 

O que é a pesca comercial/industrial

A pesca comercial/industrial consiste, claro, na pesca feita de maneira industrializada, sem freio e responsabilidade ambiental. 

Organizações pedem para que consumidores não comam peixes

No desenvolvimento da pesca comercial, utilizam-se apetrechos como GPS, sonares, redes gigantes (redes de arrasto) e muitos outros itens, sempre favorecendo o sucesso da pesca, aumentando significativamente sua produtividade. 

Contudo, à medida que a pesca se torna mais eficiente, naturalmente se tira dos oceanos mais biodiversidade marinha, bem como aumenta a destruição dos ecossistemas marinhos, causando, assim, um inevitável desequilíbrio ecológico com impactos devastadores. 

Portanto, a quantidade elevada de pescado proporciona a comercialização de um grande estoque de animais, ao passo que provoca problemas de caráter ambiental, por abater espécies de todos os tipos, em quantidades exorbitantes, de maneira a comprometer a proliferação das espécies.

Impactos da pesca industrializada

Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a pesca feita de forma industrializada para fins comerciais está reduzindo a abundância de espécies de peixes e comprometendo o potencial de desova e os parâmetros populacionais – incluindo crescimento e maturação.

Além disso, a capacidade reprodutiva dos peixes também tem sido afetada pela prática da pesca comercial, assim como processos ecológicos em larga escala. 

Como resultado, mais 154 espécies de tubarões, raias e quimeras estão ameaçadas de extinção, elevando o total para 316 em comparação com 2014, segundo a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN em inglês).

Em linhas gerais, a pesca comercial está esvaziando sistematicamente nossos oceanos, tornando-o cada vez mais estéril e sem vida, o que pode comprometer, a longo prazo, a saúde dos oceanos. Afinal, um oceano sem vida, é um oceano morto. 

Sem os oceanos, naturalmente, nosso planeta fica sem condições de sobreviver, pois são eles que regulam o clima e produzem a maior parte do oxigênio que respiramos.

Por conta de tudo isso que inúmeras organizações pedem para que consumidores não comam peixe, a fim de fazer com que os oceanos tenham tempo de se recuperar. 

A carta aberta foi assinada pelas seguintes organizações: Compassion in World Farming, Fish Welfare Initiative, Fundación Vegetarianos Hoy, Conservative Animal Welfare, Animal Nepal, The Humane League, Equalia, Mercy for Animals, Montreal SPCA, Alianima, Essere Animali, Asociación para el rescate y bienestar de los animales, Protección Animal Ecuador, Sibanye Trust, A Plastic Ocean Foundation, OceanHero.today, Advocating Wild , Change For Animals Foundation, Sinergia Animal, Nurture Imvelo, Humane Society International e Catholic Concern for Animals.

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