Os impactos da aquicultura no meio ambiente

Saiba de que maneira a aquicultura afeta o meio ambiente

A crescente demanda dos seres humanos por recursos naturais é responsável pela elaboração de métodos que visam suprir essa demanda cada vez maior. A aquicultura é justamente uma dessas técnicas, já que seu objetivo é fornecer uma fonte renovável de organismos aquáticos.

Podemos dizer então que a aquicultura consiste na ciência que estuda e desenvolve técnicas de cultivo e reprodução de organismos aquáticos, tais como peixes, moluscos, algas, crustáceos, entre outros. 

Para termos ideia das dimensões da aquicultura, saiba que, atualmente, dos 160 milhões de toneladas de produtos de origem marinha  consumidos anualmente, aproximadamente 50% vem da aquicultura – a tendência é que, inclusive, essa porcentagem aumente. 

Apesar de esse cultivo ser realizado em condições adequadas, sem retirar da natureza espécies, com controle de iluminação e temperatura da água, sem dúvida se trata de uma técnica invasiva ao meio ambiente.

Afinal, pelo fato de a aquicultura ter como objetivo garantir produtos para o consumo com maior controle e regularidade, consequentemente se trata de uma técnica de grandes proporções que, invariavelmente, afeta os ecossistemas onde é inserida. 

Quais os impactos da aquicultura no meio ambiente?

Na aquicultura, os animais podem ser cultivados tanto em ambientes naturais (lagos, lagoas e o próprio oceano) quanto em tanques artificiais (viveiros escavados no solo, gaiola flutuante e cultivo em espinhel e balsas).

Contudo, apesar de, em teoria, se tratar de uma técnica sustentável, o cultivo em ambientes naturais causa uma série de problemas ao meio ambiente

Os impactos da aquicultura no meio ambiente

Os principais impactos ambientais oriundos da aquicultura são os conflitos com o uso dos corpos d’água, a sedimentação, a obstrução dos fluxos de água, a hiper nitrificação, a eutrofização, a descarga dos efluentes de viveiros e a poluição por resíduos químicos empregados nas fases ao longo do cultivo.

Isto é, a aquicultura é responsável pela contaminação da água, transmissão de doenças, e aumento da turbidez, que pode culminar em modificações no habitat (qualidade da água limita o habitat),redução da diversidade de organismos bentônicos e alteração da comunidade biológica.

Além dos problemas já citados, podemos destacar ainda a introdução e escape de animais exóticos, a introdução de organismos patogênicos, alteração da biodiversidade e, por fim, a modificação da paisagem.

Todos esses impactos da aquicultura no meio ambiente acabam gerando problemas nos ecossistemas, comprometendo o equilíbrio ecológico e diversas espécies. 

Um exemplo brasileiro de problemas ambientais causados pela aquicultura, podemos destacar a invasão de tucunarés. 

Apesar de ser um peixe natural da Amazônia, ele foi introduzido sem intenção em outras regiões do país, o que acabou provocando aumento exponencial na predação de espécies locais. Logo, como reflexo imediato, perde-se o equilíbrio ambiental do ecossistema, que pode culminar, inclusive, com a extinção de espécies endêmicas. 

Aquicultura: uma técnica que precisa ser feita com responsabilidade

Apesar de ser uma técnica que visa preservar recursos naturais, o efeito da sua implementação de forma errada pode ser tão danoso quanto a pesca industrial. 

A aquicultura pode ser, sim, uma saída para a preservação de diversos ecossistemas, como rios e oceanos, mas deve ser feita com responsabilidade e de maneira sustentável. 

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Bloomin
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