Para onde vão os microplásticos nos mares?

Saiba qual o destino do microplástico nos oceanos; entenda o que são esses pequenos resíduos 

Um dos problemas que mais afetam os oceanos está ligado à quantidade de resíduos plásticos que chegam às águas marinhas, como os descartáveis, por exemplo. Como consequência disso, os mares estão repletos de microplásticos, que, hoje, podem ser encontrados em quantidades assustadoras. 

Para termos ideia, os microplásticos já fazem parte dos oceanos, tamanha facilidade com que podem ser encontrados. Milhares de animais entram em contato com esses minúsculos poluentes todos os dias, que são frequentemente ingeridos e entram na cadeia alimentar dos oceanos, chegando até mesmo aos humanos, no momento que ingerem pescados e frutos do mar contaminados. 

Além de ser ingerido e contaminar os oceanos, para onde vão os microplásticos nos mares? Essa é uma dúvida que intrigou inúmeros cientistas, e que foi respondida há pouco tempo. 

O que são microplásticos?

Para onde vão os microplásticos nos mares?

É essencial conhecermos exatamente o que são microplásticos, a fim de compreendermos a importância do seu comportamento e impactos nas águas marinhas. 

Saiba, então, que os microplásticos são partículas de plástico que se desgrudam desse material conforme entram em decomposição. Esse tipo de plástico é um dos principais poluentes dos oceanos, sobretudo por possuírem tamanho máximo de 1 milímetro a 5 milímetros.

Apesar de pequenos, os microplásticos podem ser muito prejudiciais, pois alteram a composição de certas partes dos oceanos, prejudicando o ecossistema da região e, por consequência, a saúde humana.

Saiba para onde vão os microplásticos

Para saber exatamente para onde vai o microplástico nos oceanos, cientistas utilizaram um satélite, o Cyclone Global Navigation Satellite System (CYGNSS) da NASA, que é capaz de medir a velocidade do vento sobre os oceanos usando radar. 

O papel desse satélite é avaliar a rugosidade da superfície do oceano, onde águas mais agitadas significam ventos mais fortes.

Pensando na capacidade desse satélite, pesquisadores da Universidade de Michigan, que ajudaram a desenvolver o sistema, começaram a se questionar se poderiam também utilizar o satélite para localizar microplásticos.

Como primeiro passo, os pesquisadores usaram relatórios de pesquisas que prenderam pequenos pedaços de plástico junto com plânctons, de modo a ter uma noção para onde os microplásticos vão depois de entrarem na água. 

Além disso, utilizaram também os dados obtidos pelo satélite para pesquisar áreas onde o oceano parecia mais liso do que deveria durante ventos fortes. 

Quando eles compararam essas áreas com observações de arrastões de plâncton e adicionaram dados de previsão sobre o destino dos microplásticos de acordo com as correntes oceânicas, os pesquisadores encontraram uma conexão direta entre a suavidade da superfície e a presença de microplásticos.

Como resultado, revelou-se que as concentrações de microplásticos atingem o pico em cada hemisfério durante sua respectiva estação de verão. E não para por aí, já que também foi descoberto que o rio Yangtze, da China, uma das grandes fontes de microplásticos, é responsável por espalhar esse tipo de resíduo nos oceanos.

Será que com esse tipo de informação poderemos diminuir a quantidade de plástico que está nos oceanos? Ou poderemos pelo menos amenizar os impactos dos microplásticos? 

Questões como essas são importantes a serem respondidas para que, em um futuro próximo, possamos ter oceanos mais saudáveis e menos poluídos. 

Gostou do artigo sobre o destino dos microplásticos? Então, acompanhe o blog da Máfia do Mergulho para ler mais conteúdo como este. Até a próxima!

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Bloomin
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