Vulcões fertilizam e regeneram a vida do oceano, segundo estudo

Saiba como os vulcões podem ser benéficos à vida marinha

Os vulcões são associados comumente a coisas ruins, o que não é 100% errado, uma vez que, ao entrar em erupção, é possível presenciar efeitos e consequências devastadoras. Entretanto, nem tudo é ruim, já que em um estudo recente foi constatado que os vulcões fertilizam e regeneram a vida do oceano. 

Ou seja, apesar de a lava incandescente ter efeito devastador, em médio prazo foi revelado que ela possui um efeito fertilizante no mar. 

Isso porque um estudo feito pelo Instituto Espanhol de Oceanografia e pela Universidade de Las Palmas, em Gran Canaria, concluiu que, após a erupção do vulcão Tagoro, nas Ilhas Canárias, a biodiversidade dos oceanos se recuperou e mostrou sinais ótimos em três anos.

Entenda mais como os vulcões ajudam os oceanos

Ao longo do estudo foi possível notar que a lava e os gases liberam nutrientes que favorecem o aumento de fitoplâncton – micro-organismos aquáticos responsáveis por atrair mais peixes, crustáceos e cefalópodes, tais como polvos e lulas, por exemplo. 

Vulcões fertilizam e regeneram a vida do oceano, segundo estudo

A fertilização e regeneração da vida do oceano acontece porque a lava é rica em ferro, magnésio e silicatos, fornecendo, portanto, nutrientes importantes para a água e a vida marinha. 

Além disso, as águas ao redor do vulcão que entrou em erupção também são mais ricas em dióxido de carbono, conhecido por diminuir os níveis de pH, de maneira a auxiliar os micro-organismos a absorver o ferro, conforme afirma Carolina Santana González, oceanógrafa da Universidade de Las Palmas, em Gran Canaria.

Tenha em mente que os vulcões, ao entrarem em erupção, matam os peixes de áreas próximas, à medida que a temperatura da água sobe e os níveis de oxigênio caem.

Ou seja, a erupção é um processo que afeta negativamente a vida marinha, mas que também ajuda a recuperá-la em pouco tempo. 

O mesmo acontece, por exemplo, em um incêndio florestal, que destrói tudo, mas ao mesmo tempo fornece nutrientes para um novo crescimento. A diferença está somente no tempo de recuperação, já que nos oceanos o processo é muito mais rápido. 

O estudo sobre os impactos do vulcão

As investigações, que se concentraram em volta da cratera formada pela erupção do vulcão, revelaram que uma área fora do raio de 200 metros da chaminé vulcânica, estava repleta de vida, após três anos da erupção.

Ou seja, quando se trata de vulcões, não estamos falando de uma catástrofe ambiental, mas, sim, de vida, de um novos ciclos. 

Tenha em mente que a natureza possui mecanismos de regeneração rápidos e eficazes, conforme afirma Eugenio Fraile Nuez, responsável pelo monitoramento do vulcão La Palma.

Para Carolina González, a maior ameaça à vida marinha da ilha não é o vulcão, mas a atividade humana, como a pesca excessiva.

Gostou do artigo sobre o papel do vulcão para o oceano? Então, acompanhe o blog da Máfia do Mergulho para ler mais conteúdo como este. Até a próxima! 

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